Review: Tumba Aberta (2013)

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Título Original: Open Grave

Classificação Indicativa: 16 anos

Direção: Gonzalo López-Gallego

Protagonista: Charlto Copley

Sinopse

Na trama, Copley desperta sem memória em uma cova cheia de corpos em decomposição. Resgatado por outro grupo de desmemoriados, ele precisará descobrir como chegou lá e se ele é o responsável pelo destino daqueles cadáveres.

Review

Tumba Aberta é um filme de Terror extremamente misterioso, que fala sobre um grupo de sobreviventes de uma infecção viral que perderam a memória e vão à recuperando no decorrer do filme e incrementando a tensão forte que o filme passa, nele você encontra um roteiro inteligente e muito bem feito, com um dos melhores suspenses dos últimos anos, além da boa e velha violência extrema, boas atuações de todo o elenco, que apesar de não apresentar nenhuma estrela foi bem selecionado, fotografia muito boa, locação pós-apocalíptica excelente, um final de cortar o coração, muitos cortes dinâmicos e feitos por uma equipe profissionalíssima e que sabe o que faz, cenas de tensão agoniantes, originalidade e acima de tudo, um bom ritmo que não deixa a peteca cair um minuto. São poucos os filmes da atualidade que compartilham da competência em assustar deste filme intenso, e menos ainda que fazem isso sem apelar para artifícios fáceis e manjados, e ele faz isso tudo com classe: sem precisar de nenhuma cena de sexo ou falar um palavrão pesado. É o cinema dos tempos áureos onde o roteiro é primordial voltando com tudo no cinema de Terror exemplificado em um ótimo filme. O protagonista, Charlto Copley, faz uma admirável interpretação como John Copley, um homem que acorda em uma vala cheia de corpos e passa o filme sendo acusado por outros personagens de conspirar. É um trabalho insano fazer as cenas dos últimos 10 minutos, especialmente o take final, e durante o filme todo eu vi um excelente trabalho de efeitos especiais e maquiagem, pois não é usada computação gráfica para representar a violência rude e agressiva do filme. Recomendo à todos. Aquele abraço e até a próxima.

Review: Titanic (1996)

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Título Original: Titanic

Classificação Indicativa: 12 anos

Direção: Robert Lieberman

Protagonistas: Peter Gallagher, George C. Scott, Catherine Zeta-Jones

3.5

Sinopse

Em 10 de abril de 1912, o luxuoso Titanic, construído para jamais naufragar, levava em sua viagem inaugural socialites, industriais trabalhadores. Eles buscavam esperança em uma nova vida na América. Mas, o Titanic entraria para a eternidade ao se chocar com um iceberg, marcando com tragédia cada um dos 2.228 passageiros, dos quais apenas 705 foram salvos. 1.523 morreram. Os destroços foram encontrados a 4 mil metros de profundidade. Todas as tentativas de resgate fracassaram.

Review

Menos meloso e em certa perspectiva melhor que o filme lançado um ano depois com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, Titanic é uma comovente história de Drama que narra várias histórias paralelas de romances, um ladrão e uma família à bordo do notório navio que afundou em 1912. Esta versão da história é mais sóbria que a famosa, com menos melodrama nos romances mostrados e mais foco nos dramas reais de um navio afundando e deixando mais de mil e quinhentos mortos. Enquanto o foco de Titanic de 1997 é focada no apaixonante romance de Jack e Rose, Titanic de 1996 é focado nos dramas pessoais de uma família que perde o seu filho mais novo para uma babá assassina, um romance proibido de uma mulher casada e um charmoso membro da alta sociedade, e uma beata que se apaixona por um ladrão e é cruelmente estuprada por seu inescrupuloso parceiro de crime, que felizmente encontra seu fim após o navio afundar. O navio se choca com um iceberg por um número de negligências da tripulação, que por exemplo, tira os binóculos de alto alcance daqueles que devem ver se há algum perigo adiante de um poste de observação no navio, e essa história cheia de culpados e erros é a mais próxima do que realmente aconteceu naquele trágico dia, sem uma glamourização da tragédia. A história de amor entre a beata e o ladrão me comove mais que a de Jack e Rose, e olhando da perspectiva cênica ele é um filme superior ao seu irmão de temática, apesar de na perspectiva técnica ser muito inferior e um filme de menor impacto. Mesmo assim vale a pena assisti-lo em um dia frio, de preferência depois de assistir seu irmão. É um filme extremamente raro e é dificílimo acha-lo para comprar ou alugar em DVD, e apesar de ser possível baixa-lo via Torrent não há legendas, mas graças ao bom Deus temos ele disponível no YouTube completo, apesar de infelizmente ser dublado. Então fica aí mais uma recomendação minha de filme que vale a pena assistir, e eu coloco como adendo que ele deve ser visto com carinho, pois nada tem haver com o seu irmão e conta de forma visceral e fiel a verdadeira história de horror que aquelas duas mil e poucas pessoas sofreram em um dos maiores desastres da história. Paz e boas vibrações caros leitores.

Review: Corrente do Mal (2014)

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Título Original: It Follows

Classificação Indicativa: 14 anos

Direção: David Robert Mitchell

Protagonista: Maika Monroe

4

Sinopse

Para a jovem Jay, de 19 anos, o outono deveria se concentrar na escola, nos meninos e nos fins de semana no lago. Mas, depois de um encontro sexual aparentemente inocente, ela se vê atormentada por estranhas visões e um sentimento constante de que alguém ou algo está seguindo-a. Confrontada com este fardo, Jay, com a ajuda de seus amigos, deve encontrar uma maneira de escapar dos horrores que parecem estar a poucos passos de distância.

Review

Corrente do Mal é um filme inteligente. Ele usa uma maldição transmitida através de relações sexuais desprotegidas para falar de um problema real e que atinge à muitas pessoas. O HIV. Isso passou despercebido por muita gente que assistiu o filme e pensou ser apenas mais uma forma de personificar o mal sem compromisso, mas fato é que ele fala do vírus HIV e da alta taxa de mortalidade causada por ele e como ele é facilmente disseminado por ser cada vez mais comum fazer sexo sem camisinha com estranhos. Nele a pessoa passa a maldição para a outra durante a transa e o novo hospedeiro começa a ser perseguido por uma pessoa aleatória que o matará se alcançar tal pessoa caminhando calmamente, sem ser visto por mais ninguém ao redor do hospedeiro. É uma proposta bem bacana e a única forma de se livrar da entidade é passando a maldição para outra pessoa, e se essa pessoa morre, a anterior volta a ser perseguida e assim segue o ciclo. O filme narra o que acontece com uma garota de 19 anos e seus amigos, em ordem cronológica e com muito mistério e tensão, causando sustos e momentos onde bate aquele calafrio desconfortável porque duma hora pra outra o filme se tornou mais sombrio e incomodo do que era previamente. Todas as atuações são boas, a fotografia é interessante, todas as atuações são boas, principalmente da protagonista Maika Monroe, a direção de arte é modesta mas cumpre o seu trabalho, a edição é muito boa e o filme no geral não tem nenhum pecado sério que o desmereça, e desponta como um dos meus filmes favoritos dos anos 2010.

Review: Cisne Negro (2010)

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Título Original: Black Swan

Classificação Indicativa: 16 anos

Direção: Darren Aronofsky

Protagonistas: Natalie Portman, Vincent Cassel, Mila Kunis

4.5

Sinopse

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Review

Cisne Negro é um Thriller muito denso protagonizado por Natalie Portman, que conta a história de uma dançarina lutando contra seus próprios demônios enquanto busca por perfeição técnica e por interpretar a Rainha dos Cisnes. O filme nos leva ao submundo do balé clássico, onde a loucura está a um passo de dominar e a sanidade está ameaçada pelos conflitos pessoais com suas colegas de treino e constantes delírios que mudam a vida de uma jovem mulher. A trilha sonora é magistral e embala a dança com classe e finesse de formas inimagináveis, e acompanhada pela dança executada de forma exímia pelo elenco, especialmente por Natalie Portman que mostra toda a sua graça nos ensaios e palcos, e toda a sua psicose nos bastidores, dão show e fazem desse filme uma experiência especial e diferente de tudo já visto em Hollywood. O blockbuster pode trazer orgulho à produção por mostrar cenas assustadoras, aliadas à uma fotografia primordial pro sucesso de público e crítica do filme, além da direção de arte que marcou época com luxo e grandiosidade, atuações extraordinárias de todo o grande elenco de astros e estrelas da obra, com uma edição dinâmica e dificílima de fazer e uma sonoplastia excelente. Tudo no filme brilha como uma estrela. Há um pouco de erotismo que gerou críticas, mas devem ser vindas de pessoas sem maturidade para lidar com um filme para jovens adultos e adultos, que exige do espectador uma boa visão do enorme parâmetro de Terror e Drama que o filme aborda, atingindo em cheio quem procura por um filme forte e cheio de atitude, que será inesquecível e chocará com o final pesado e negativo que pra quem não leu este texto antes de assistir será uma grande surpresa. É o tipo de filme que recomendo à todos com idade para assistir, pois sua marca será eterna.

Review: 007 - Um Novo Dia para Morrer (2002)

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Título Original: Die Another Day

Classificação Indicativa: 14 anos

Direção: Lee Tamahori

Protagonistas: Pierce Brosnan, Halle Berry

3.5

SINOPSE

Indo da zona desmilitarizada entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte até Hong Kong, Cuba, Islândia e Londres, o agente secreto James Bond (Pierce Brosnan) precisa impedir os planos de Gustav Graves (Toby Stephens) e seu fiel braço-direito Zao (Rick Yune), que estão desenvolvendo uma arma de alta tecnologia que pode pôr o mundo novamente em guerra.

REVIEW

Beirando o gênero Fantasia, com um carro invisível, um laser de redirecionamento da luz do sol de destruição em massa e uma cidade do gelo, este é o filme mais fantasioso da franquia 007, mas passa muito longe de ser o pior ou o menos divertido, do contrário, ele é divertido pra caralho, cheio de adrenalina, e se redime do fracasso de 007 - O Mundo Não é o Bastante e dá fôlego à franquia, com efeitos especiais excelentes, explosões, ação megalomaníaca e exageros desmedidos. Também há uma das melhores Bond girls, interpretada pela bela Halle Berry, fotografia envolvente e bem quente, direção de arte luxuosa, edição perfeita, uma boa atuação de Pierce Brosnan no papel de James Bond e vilões memoráveis. É um filme bem legal, que consegue entreter, traz bons elementos de Suspense, é quase familiar, ganhando essa censura apenas por duas cenas de sexo bem discretas, que passarão despercebidas por crianças. Também é notável o esforço da produção por exacerbar as qualidades de cada elemento de forma que os erros do filme são mascarados e ficam em segundo plano. O maior problema do filme são os excessos, que fazem dele pouco realista e muito over the top, mas com a qualidade geral mostrada é algo aceitável e que não incomoda tanto. Eu sempre critico o Bond biscateiro de Pierce Brosnan e aqui não é diferente, mas seu charme fala mais alto e as piadinhas funcionam. Resumindo, é um filme muito bom e que mostra um Bond cheio de bravado e coragem, coisa que poucos tiveram nessa magnitude.

Review: Temos Vagas (2007)

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Título original: Vacancy

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: Nimród Antal

Protagonistas: Kate Beckinsale, Luke Wilson

4

SINOPSE

David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale) estão prestes a se separar e vivem brigando. Eles estão em meio a uma viagem, numa estrada deserta e escura, até que são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada. O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem estranho mas aparentemente inofensivo. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram em um esconderijo uma coleção de filmes caseiros, que têm muito sangue e são bem realistas. Até que percebem que estão alojados no mesmo quarto onde os vídeos foram filmados e que são as próximas vítimas do cineasta.

REVIEW

O fim poderia ser mais elaborado, mas de resto, Temos Vagas se mostra um ótimo filme de Horror, com personagens inteligentes e que tomam atitudes fora do convencional de filmes de Terror, uma edição caprichada, interpretações fortes, violência extrema, um bom ritmo, uma boa fotografia, um excelente design de produção e um roteiro que apesar de abordar vários clichês, os alcança de jeitinho especial e da gosto de ver. A obra do diretor de nome exótico Nimród Antal é uma peça rara de Horror de 2007 e atingiu o grande público com uma história especialmente envolvente sobre um casal a beira da separação que vê sua relação fortalecida novamente quando pegam um quarto em um hotel de beira de estrada e acabam encurralados por um grupo de três assassinos que curtem fazer filmes snuff (filmes onde cenas reais de assassinatos são mostradas) e precisam lutar juntos para sobreviver ao inesperado ataque. Com decisões inteligentes e pensamento rápido, eles terão que driblar os assassinos para evitar que o pior aconteça. O final é sem sal e parece inacabado, mas não tira o mérito do filme, que está entre os melhores lançamentos do gênero no ano de 2007 e isso é um grande feito. Eu não tenho o que reclamar da história, ela é dinâmica, divertida, tensa e contagiante em fortes doses e da show quando o assunto é impactar com violência extrema, mostrando cenas que são difíceis de ver, como durante a morte de dois assassinos em um violento atropelamento. O filme ganhou uma prequela e muitos fãs ao redor do globo, e mantem sua infame reputação como um dos filmes de Horror mais realistas dos anos 2000. Recomendo à todos os fãs do blog ou todos os fãs dos gêneros Horror, Suspense ou Thriller, e dou uma nota alta para o filme porque ele merece. Abraços cordiais e até mais.

Review: Axecuter - Metal Is Invincible (2013)

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3.5

Axecuter é uma banda peculiar, como uma espécie de Manowar brasileiro. Uma banda com pose True Metal que luta contra o Metal moderno, quebra CDs de bandas que consideram vendidas e arrumam encrenca nas redes sociais por seu posicionamento. Este comportamento pouco apropriado não tira o mérito da banda, que em 2013 conseguiu lançar um trabalho muito bom, que esbanja vigor e habilidade com solos matadores, vocais rasgados e agressivos que fazem jus ao Thrash Metal que eles se propõe a fazer. “Metal Is Invincible”, a faixa título, abre o disco com todo o poder do True Metal nacional underground com uma letra defensora do gênero que bota pressão em mané que não leva o gênero a sério. É uma ótima música. “Too Heavy To Load” é brutal e cheia de atitude, com um ótimo riff base que remete diretamente a Exciter e um tempestuoso trabalho na bateria que mostra todo o peso que a banda consegue alcançar. Uma música exemplar que faz jus ao som de uma das melhores bandas da atualidade no cenário brasileiro. “No God, No Devil (Worship Metal!)” é uma música típica do estilo Manowar de fazer música. Levando a sério ou não é imponente e tem pegada, impossível não gostar se você gosta de um bom Heavy Metal tradicional, se a letra é meio bobinha, o que é, da pra relevar pela performance vocal que é impactante. “Keep On Sinning” é revigorante, com riffs galopantes e uma performance vocal primal que causa choque com o quanto o Daniel Danmented consegue rasgar a sua voz. É atroz e pesadíssimo. “Heavy Metal to the World” tem um refrão marcante e é uma excelente escolha pra cover, oriunda da banda pouco conhecida mas excelente por natureza Manilla Road, e a banda faz jus com orgulho. As faixas não citadas não se destacam. E é por isso que eu digo, não julgue o livro pela capa. Apesar das atitudes questionáveis dos membros do Axecuter e tantas outras bandas, o talento tem que ser o fator decisivo para gostar ou não de uma banda, e isso meus amigos, eles tem de sobra.

Review: Aliança do Crime (2015)

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Título original: Black Mass

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: Scott Cooper

Protagonistas: Johnny Depp, Joel Edgerton, Benedict Cumberbatch

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SINOPSE

Whitey Bulger (Johnny Depp), irmão de um senador dos Estados Unidos, foi um dos criminosos mais famosos da história do sul de Boston. Ele começou a trabalhar como informante do FBI para derrubar uma família de mafiosos, mas foi traído pela agência, tornando-se um dos homens mais procurados do país. Baseado em uma história real.

REVIEW

O filme é chato. A todo momento parece que o filme vai explodir e deslanchar de vez mas continua no mesmo marasmo, apesar do grande elenco. É uma triste tentativa de fazer um filme de máfia, com um Johnny Depp irreconhecível e uma narrativa cansativa e tediosa. Se você procura por um filme que diverte, esta obra do desconhecido diretor Scott Cooper não é uma boa opção, já que traz consigo um roteiro maçante e performances pouco inspiradas do elenco de estrelas, que fazem pouco esforço pra dispor de interpretações realistas e se contentam falando trocentos palavrões porque acham que essa é a fórmula para fazer um filme sobre máfia, ainda mais um inspirado em uma história real. Johnny Depp podia ter aprendido sobre o gênero Crime com Donnie Brasco, pra ter tato para exigir que seu personagem fosse melhor moldado e mais fiel para com as reais máfias irlandesas dos anos 70 e 80. O personagem de Johnny Depp mostra cansaço da parte do ator e ele não convence como convencia com papéis passados. É uma trama completamente desinteressante e você não vai querer perder o seu valioso tempo com ela, a não ser que você seja fã incondicional de Johnny Depp. Abraços e até a próxima postagem.

Review: Terror na Estrada (2015)

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Título original: Curve

Classificação indicativa: 14 anos

Direção: Iain Softley

Protagonista: Julianne Hough

3.5 

SINOPSE

Uma jovem decide capotar seu carro numa estrada deserta após fazer o que jamais se deve neste tipo de filme: dar carona a um sujeito simpático. O caroneiro, claro, revela-se um predador e a única chance de impedi-lo é tomar uma atitude drástica.

REVIEW

Com tensão elevada e uma excelente atuação de Julianne Hough, este não é o tipo de filme que se esquece fácil. Ele conta a história de uma mulher corajosa, que decide jogar o seu carro de uma ribanceira após dar carona a um predador sexual com requintes de psicopatia, que começa a ameaça-la depois de pegar uma carona com ela com falas de conotação completamente pervertida. O abuso psicológico que ele faz com ela depois que ela fica presa no carro é pesado e muito grave, e ela deve lutar com todas as suas forças para sobreviver e dar um fim em seu sofrimento. Durante quase 90 minutos eu vi um jogo psicológico de alto nível que exacerbou todos os limites da raça humana em relação a agressão verbal, assédio sexual e medo de morrer. Qualquer um na situação dela ficaria desesperado e a atriz conseguiu passar bem esse sentimento de desespero em sua exemplar atuação. O ator que fez o assassino não tem muito cara de psicopata, o que faz nos surpreendermos com ele mais ainda, e o desfecho é muito prazeroso. Com insanas quantidades de Pussy Power (poder feminino), a vingança é brutal, e deixa o filme em ritmo de festa quando o assassino sente o gosto da própria maldade. É um filme envolvente e que não vai te deixar piscar os olhos, de tanto nervosismo que a trama causa e também por causa do impacto que a narrativa oferece. Recomendado. Abraços e até a próxima.

Review: Kendrick Lamar - DAMN. (2017)

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DAMN.

4.5

Existe Rap Progressivo? Não? Agora existe. O quarto álbum de estúdio do rapper Kendrick Lamar é ambicioso, grandioso e talvez o melhor disco de Rap dos últimos anos, sendo superado apenas por To Pimp a Butterfly do mesmo, o que não é pouca coisa. Ele é diferente de tudo o que já foi lançado no Rap e encheu meu coração de orgulho do melhor rapper que já existiu. Se na música “Control” do Big Sean a proposta dele era instaurar caos e incentivar os rappers à voltarem a batalhar por seus espaços com agressividade, ele deu um passo para traz, deixou o pau quebrar e lançou o melhor disco das duas últimas décadas, e DAMN. é uma sequência direta da aproximação iniciada em To Pimp a Butterfly. São muitos os destaques, começando pelo single “HUMBLE.”, que é uma aula de filosofia progressista e vira as costas para a vaidade e a superficialidade, abraçando a humildade, a realidade de cada ser humano, e ainda tirando onda com o complexo de Deus de Kanye West de forma sutil, mas bem visível, e diga-se de passagem bem merecido. “DNA.” tem um pouco de agressividade e é o lado oposto de “HUMBLE.”, abraçando o egocentrismo, mas nitidamente propositalmente e não um deslize do sábio Kendrick Lamar que três anos atrás estava lutando pelo respeito aos negros com uma impactante mensagem anti-racismo em “Alright”, e agora não ia cair na bobagem de jogar toda a moral acumulada fora. “XXX.” com participação mais do que especial das lendas do U2 é a melhor música do disco e uma das 5 melhores da carreira de Kendrick Lamar. A letra é contagiante e as rimas são inacreditáveis, com um instrumental maravilhoso, onde se destaca a linha de baixo simplesmente perfeita. “ELEMENT.” é uma música cheia de atitude e com uma pegada antissocial e iconoclasta que casa muito bem com a posição social e política de Kendrick Lamar, mas a letra é bonita e original, não partindo pra uma metralhadora giratória de acusações e de gafes, como muitos rappers fazem quando tentam essa aproximação mais intimista e individualista. “LOYALTY.” tem uma bem vinda participação da cantora barbadense Rihanna em uma música que é a cara dela, e ainda surpreende com quebras rítmicas inesperadas, e um refrão extremamente agradável aos ouvidos. A letra novamente é o destaque, e fala sobre o poder da lealdade à sua paixão, sabe? Fidelidade. Os samples da música são remixados de forma inovadora e não se parecem em nada com a música original que serve sutilmente de base para esse som. “DUCKWORTH.” é a surpresa do disco. Ela é inovadora e muito cativante, com rimas na velocidade da luz sendo cuspidas na cara da sociedade com uma agressividade ainda não ouvida neste disco, remetendo diretamente à “Control” em poder de fogo, apesar de não compartilhar a mesma temática. “LOVE.” é inusitada. De início parece uma música tirada de um disco do Justin Bieber, mas passado o susto, temos uma faixa romântica sobre amor incondicional com uma grande participação vocal do desconhecido Zacari. Então, é isso. Lamar acertou pela quarta vez seguida e vem se reinventando a cada álbum e promete se tornar o maior nome musical de sua geração, e isso é um fato, não apenas uma afirmação.

Review: Top Gun - Ases Indomáveis (1986)

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Título original: Top Gun

Classificação indicativa: Livre

Direção: Tony Scott

Protagonistas: Tom Cruise, Kelly McGillis

4

SINOPSE

Pete Mitchell (Tom Cruise), um jovem piloto, ingressa na Academia Aérea para se tornar piloto de caça. Lá se envolve com Charlotte Blackwood (Kelly McGillis), uma bela mulher, e enfrenta um competidor à sua altura (Val Kilmer).

REVIEW

Charmoso, divertido e com uma trilha sonora extraordinária, Top Gun - Ases Indomáveis é um dos filmes mais icônicos e reverenciados da década de oitenta por méritos muito claros. A fotografia é caprichada, os takes de Ação no comando de caças super-sônicos que fazem uma grande rivalidade entre os personagens de Tom Cruise e Val Kilmer. É um filme mágico, levado por músicas de Hard Rock e Power Ballads inesquecíveis, como Danger Zone e Take My Breath Away. Por pouco a música Reckless do Judas Priest não foi o tema principal do filme, deixado de lado por desinteresse da banda que cometeu o pior erro de suas vidas, uma vez que era garantido que a música lideraria as paradas americanas dando o único primeiro lugar no país na carreira dos Metal Gods. Foi uma perda de oportunidade e tanto, até porque nem a produção do filme esperava que ele seria o sucesso que foi. Curiosidades a parte o filme deveria ter uma censura um pouquinho maior, uma vez que os personagens falam alguns palavrões de peso médio e o filme conta com uma cena de sexo, romântica, mas que não deixa de ser uma cena de sexo. Eu já desisti de tentar entender a censura brasileira. Voltando a falar do filme, ele tem uma performance forte de Tom Cruise, que contrasta com uma performance com jeitinho e cuidadosa de Kelly McGuillis, dando uma bela nuance à linda história de amor dos dois. A obra também conta com um pouco de Drama, especialmente do meio para o seu fim, mas não é nada gritante ou que estrague a vibe de boas sensações que o longa proporciona. Este filme deixou uma marca na carreira de ambos os protagonistas e ganhou até uma série de paródias protagonizadas por Charlie Sheen em seus tempos de ouro, tamanha a notoriedade que o longa ganhou. Grande parte disso é culpa do diretor Tony Scott, que deu a sua cara para a obra e dirigiu com vigor esse elenco jovem e cheio de energia. Não é arriscar ser injusto dizer que este filme é um clássico absoluto do cinema mundial e que tem seu lugarzinho especial na história dos filmes de Ação como a experiência mais realista até hoje que mostra um esquadrão que dirige caças, tendo inclusive influenciado jogos de sucesso no futuro distante. Um brinde ao bom cinema. Abraços e até a próxima.

Review: A Negociação a.k.a. O Negociador (1998)

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Título original: The Negotiator

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: F. Gary Gray

Protagonistas: Samuel L. Jackson, Kevin Spacey

4

SINOPSE

Em Chicago, Danny Roman (Samuel L. Jackson) é um policial especialista em lidar com sequestradores, quando os reféns tem risco eminente de vida. Mas a situação se inverte quando seu parceiro é assassinado e ele se torna o principal suspeito. Pouco antes da morte a vítima tinha lhe contado que os quase dois milhões de dólares do fundo de pensão, que tinham sido desviados, era uma armação de gente do seu próprio departamento. Tentando provar sua inocência ele, em uma atitude desesperada, invade a direção dos Assuntos Internos e faz cinco reféns, se tornando um sequestrador e exigindo como negociador Chris Sabian (Kevin Spacey), um policial desconhecido, pois se não pode confiar nos amigos, um estranho é a pessoa ideal. Apesar dele conhecer todas as técnicas de invasão em casos de sequestro, seu tempo é curto, pois precisa descobrir a verdade rapidamente, já que do lado de fora os envolvidos no esquema de corrupção estão prontos para invadir o local, não para salvar os reféns e sim para mata-lo.

REVIEW

Este filme de vários nomes mostra um jogo de gato e rato conduzido por Kevin Spacey e Samuel L. Jackson, com uma ajudinha do grande Paul Giamatti, um dos atores mais subestimados de nossa geração. O Negociador toma a forma de um Thriller tenso e cheio de reviravoltas que revigora a carreira de Giamatti e serve de adendo pras já muito prolíferas carreiras de Kevin Spacey que recém tinha ganhado um Academy Award por Os Suspeitos e L. Jackson que vinha mostrando uma boa fase desde os sucessos Pulp Fiction - Tempos de Violência e Jackie Brown. A trama é intrincada em Suspense de alto nível e tem um desenrolar cheio de tensão e controvérsia, com Kevin Spacey interpretando um dos poucos mocinhos de sua carreira e trazendo à mesa algo digno de nota se tratando de persuasão e poder de interpretação. Ainda vi Samuel L. Jackson fazendo o papel de um inocente acusado de assassinato que no desespero faz coisas absurdas e coloca tudo à perder com atitudes questionáveis em busca da verdade. É um filme poderoso e que cativa com seus personagens, ótimos cortes e fotografia obscura e suja, de forma que sejam exacerbados os tons escuros e a falta de iluminação ambiente, ampliando o nível de tensão à doses cavalares e que não deixam dúvidas da total capacidade de todos os envolvidos. O diretor F. Gary Gray acertou em cheio quando se trata de uma direção rígida e que exige muito de todo mundo, e o legado do filme é passado através dos tempos como o do filme que salvou a carreira de Paul Giamatti e deixou em maus lençóis a concorrência se tratando de Thrillers. É um filme com uma densidade anormal e que até distrai por certos momentos do real propósito da história. A conclusão da história, apesar de bem inteligente, é previsível e pode desagradar pessoas mais exigentes, que buscam por filmes com todas as suas arestas aparadas e sem nenhum furo. Se quer sentir os seus nervos a flor da pele apelar para este filme não tem erro, é entretenimento de qualidade garantido. Abraços cordiais e até a próxima postagem.

Review: Advogado do Diabo (1997)

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Título Original: The Devil’s Advocate

Direção: Taylor Hackford

Protagonistas: Al Pacino, Keanu Reeves

Gêneros: Suspense, Thriller

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4

SINOPSE

Kevin Lomax (Keanu Reeves) é um homem de sucesso dentro e fora do tribunal. Um jovem advogado de defesa que nunca perdeu uma causa, por pior que seja o crime cometido por seus clientes. John Milton (Al Pacino) é o misterioso e brilhante presidente de uma poderosa firma de advocacia com interesses e clientes no mundo inteiro. O que há de comum entre esses dois homens? Uma tentadora oferta de trabalho, a chance de alcançar o sucesso de uma vez por todas e um segredo que irá transformar a vida de Kevin em uma viagem ao inferno.

REVIEW

Articulado e cheio de mistérios, Advogado do Diabo já entrega o jogo em seu nome. É uma obra prima de densidade incrível e tensão absurda que mostra o mestre Al Pacino em uma de suas melhores atuações, e Keanu Reeves no seu ponto mais alto até hoje. O dialogo final é uma das cenas mais icônicas da história do cinema e mostra toda a capacidade de Al Pacino para atuar. Além disso, o filme engrandece o destrutivo poder da vaidade de forma muito inteligente e questiona a moral dos advogados de defesa criminal. É um dos blockbusters mais polêmicos já lançados e teve enorme repercussão no mundo todo, tendo se tornado um clássico Cult amado por um público de fiéis seguidores. A fotografia é belíssima, e acompanhada da luxuosa direção de arte, os figurinos classudos, a locação perfeita para o filme, ambientado na incrível Nova York, além de um elenco de apoio muito competente, fazem deste filme um vencedor em todos os aspectos que merece respeito e reverência por ser um dos melhores espécimes de Suspense já feitos. É com todo o gosto do mundo que recomendo esta peça formidável de cinema à todos os leitores adultos fãs de um bom Suspense, que te deixa de nervos a flor da pele e tem um final perturbador, com falas eternizadas por Al Pacino no papel do pior dos vilões, onde entrar em choque com as revelações finais é quase uma garantia, a não ser que não haja um pingo de humanidade no seu coração. O roteiro é bem escrito, a trama se encaixa bem, apesar da lentidão com que as coisas vão acontecendo, e a narrativa é envolvente e me deixou ligado do começo ao fim, sem um minuto de tédio. Assistam, vale a pena.